sábado, 9 de novembro de 2013

Conectivismo e aprendizagem em rede



Quando houve a primeira possibilidade de existir conectividade em rede; os pessimistas de plantão torceram o nariz e possivelmente anunciaram que o “fim do mundo” estava próximo, pois tal fato anunciaria o princípio do Apocalipse.
Já os chamados otimistas deslumbraram nessa possibilidade algo muito além da Revolução Tecnológica; perceberam que através desta era Pós-moderna, haveria a possibilidade de se conectar povos, tribos e nações de todo mundo, ao toque de uma tecla.
Com a modernidade tecnológica, os recursos educacionais abertos (REAS) e os objetos de aprendizagens (OAS) houve uma democratização fantástica no que se refere ao conectivismo e em consequência disso a aprendizagem em rede, tornou-se fato consumado na sociedade do século XXI.
Com o alastramento avassalador que a internet proporcionou a essa era, chamada de “estado da arte” a aprendizagem através da internet, tornou-se algo tão real que mesmo grandes Universidades como a de Stanford, Universidade de Michigan, dentre outras tantas já perceberam que a internet, o mundo virtual é tão precioso e produtivo para a democratização do conhecimento epistemológico quanto a sala de aula de ensino regular.
Teorias de aprendizagem como o behaviorismo, cognitivismo e construtivismo, tiveram suas bases “estruturais sólidas” e pedagógicas abaladas frente à Teoria do Conectivismo proposta por George Siemens, pois as mesmas foram moldadas em uma época em que a sociedade se encontrava alheia ás questões tecnológicas.
No que concerne a aquisição de conhecimento epistêmico, Siemens aborda as fragilidades do behaviorismo, cognitivismo e construtivismo, dado ao fato que todas estão voltadas para a aquisição da aprendizagem.
A crítica se baseia na perspectiva de as três teorias não abordam e ou consideram a aprendizagem fora das pessoas ou das organizações.
Em contrapartida a esse posicionamento, que impera há anos em escolas, instituições, bem como em grande parcela da sociedade; o conectivismo se apresenta, na contemporaneidade, como uma teoria sustentável e assertiva na chamada era digital, uma vez que, na perspectiva conectivista faz-se necessário usar informações fora de nossas  aprendizagens primárias.
Ou seja, na era do conectivismo proposto e defendido por Siemens, o acesso ao conhecimento epistemológico, tornou-se ilimitado e desafiador; passando a ser algo democrático, interativo e principalmente atrativo, em todas as idades, classes sociais, povos e nações.
E é neste vaivém de interligações, conexões, redes e estruturações sociais, intelectuais, culturais e morais que a Teoria do conectivismo vem se firmando com uma das teorias mais prósperas e atualizadas do século XXI.
A escola antes detentora absoluta de todo o conhecimento, os livros que perpetuavam o que se devia ler ou não, os programas de ensino que determinavam em que momento aprender determinado conteúdo; todos tiveram seu poder centralizador desestabilizado, uma vez que através do conectivismo houve a democratização ao conhecimento.