Quando houve a primeira
possibilidade de existir conectividade em rede; os pessimistas de plantão
torceram o nariz e possivelmente anunciaram que o “fim do mundo” estava
próximo, pois tal fato anunciaria o princípio do Apocalipse.
Já os chamados otimistas
deslumbraram nessa possibilidade algo muito além da Revolução Tecnológica;
perceberam que através desta era Pós-moderna, haveria a possibilidade de se
conectar povos, tribos e nações de todo mundo, ao toque de uma tecla.
Com a modernidade
tecnológica, os recursos educacionais abertos (REAS) e os objetos de
aprendizagens (OAS) houve uma democratização fantástica no que se refere ao
conectivismo e em consequência disso a aprendizagem em rede, tornou-se fato consumado
na sociedade do século XXI.
Com o alastramento
avassalador que a internet proporcionou a essa era, chamada de “estado da arte”
a aprendizagem através da internet, tornou-se algo tão real que mesmo grandes
Universidades como a de Stanford, Universidade de Michigan, dentre outras
tantas já perceberam que a internet, o mundo virtual é tão precioso e produtivo
para a democratização do conhecimento epistemológico quanto a sala de aula de
ensino regular.
Teorias de aprendizagem como
o behaviorismo, cognitivismo e construtivismo, tiveram suas bases “estruturais sólidas”
e pedagógicas abaladas frente à Teoria do Conectivismo proposta por George
Siemens, pois as mesmas foram moldadas em uma época em que a sociedade se
encontrava alheia ás questões tecnológicas.
No que concerne a aquisição
de conhecimento epistêmico, Siemens aborda as fragilidades do behaviorismo,
cognitivismo e construtivismo, dado ao fato que todas estão voltadas para a
aquisição da aprendizagem.
A crítica se baseia na
perspectiva de as três teorias não abordam e ou consideram a aprendizagem fora
das pessoas ou das organizações.
Em contrapartida a esse posicionamento,
que impera há anos em escolas, instituições, bem como em grande parcela da
sociedade; o conectivismo se apresenta, na contemporaneidade, como uma teoria
sustentável e assertiva na chamada era digital, uma vez que, na perspectiva
conectivista faz-se necessário usar informações fora de nossas aprendizagens primárias.
Ou seja, na era do
conectivismo proposto e defendido por Siemens, o acesso ao conhecimento epistemológico,
tornou-se ilimitado e desafiador; passando a ser algo democrático, interativo e
principalmente atrativo, em todas as idades, classes sociais, povos e nações.
E é neste vaivém de
interligações, conexões, redes e estruturações sociais, intelectuais, culturais
e morais que a Teoria do conectivismo vem se firmando com uma das teorias mais
prósperas e atualizadas do século XXI.
A escola antes detentora absoluta
de todo o conhecimento, os livros que perpetuavam o que se devia ler ou não, os
programas de ensino que determinavam em que momento aprender determinado conteúdo;
todos tiveram seu poder centralizador desestabilizado, uma vez que através do
conectivismo houve a democratização ao conhecimento.
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